terça-feira, 18 de março de 2014

TRABALHADORES E JUVENTUDE DE VOLTA ÀS RUAS CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

O mês de março já começa trazendo de volta à discussão um debate importante: o do passe livre. Após o desembargador James Magalhães decretar o aumento das passagens para R$ 2,50, novamente a população maceioense sai às ruas em mobilização contra esse aumento, que se oficializou a partir do dia 1º de março.

É inadmissível que o Tribunal de Justiça (TJ) aprove mais um ataque à população maceioense, estudantes e trabalhadores que utilizam do transporte público para se locomover para seus locais de trabalho e lazer. Além disso, é sabido que o transporte em Maceió funciona sob péssimas condições de estrutura e locomoção.

TRANSPAL E TJ UNIDOS CONTRA OS TRABALHADORES DE MACEIÓ

Entra ano, sai ano, os trabalhadores e o povo pobre são surpreendidos com mais aumentos abusivos, que já vem se tornando rotina entre os maceioenses. E a TRANSPAL, aqui em Alagoas, funciona como um verdadeiro cartel das empresas de ônibus, que a cada dia obtém lucros cada vez maiores com um serviço que deveria ser público. Infelizmente o TJ acaba dando o aval dos grandes donos de empresas de transporte, em quase todas as tentativas de aumento anteriores.

Porém, é importante que o movimento não deposite nenhuma confiança no atual prefeito Rui Palmeira (PSDB-AL). Apesar de ter dado pronunciamentos públicos contra o aumento de 2,50, e dizer que ia entrar na Justiça para impedir que o mesmo ocorresse, esteve à frente de uma prefeitura que em 2013, junto com a Câmara de Vereadores (à exceção de alguns parlamentares como Heloísa Helena), se recusou a discutir a possibilidade de implantar o Passe Livre em Maceió.

A IMPORTÂNCIA DA CONTINUIDADE DAS MOBILIZAÇÕES

É importante que o movimento se fortaleça para que tenha forças para derrotar mais um aumento, tal como nas mobilizações de junho de 2013, que foram vitoriosas em todo o país, chegando a colocar governos estaduais e municipais e o Governo Dilma na defensiva, pressionando estes governos a revogar aumentos em várias capitais do país.

Nós da CSP-Conlutas - Alagoas, estamos junto com o DCE UFAL, que chamou uma plenária unificada junto com as demais organizações e movimentos para discutir a atuação nos próximos dias. A CSP-Conlutas convida a toda a população de Maceió a se somar a mobilização e barrar de vez por todas esse aumento!


Contra o aumento da passagem!
Tarifa Zero já!
Passe-livre para estudantes e desempregados!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Unir a classe trabalhadora contra o machismo

Chega de dinheiro para a Copa! Queremos dinheiro para o combate à violência, saúde, educação, moradia e transporte!




No próximo sábado (08/03) é comemorado o dia internacional da mulher. Mais que fazer festa e entregar rosas às mulheres, é necessário que este dia seja considerado e utilizado como instrumento de luta e combate contra o machismo. Esta ideologia opressora 

No Brasil em geral vem aumento crimes ligados ao machismo, racismo e homofobia, sem que haja verdadeiramente uma política de estado para enfrenta este problema. Em Alagoas, segundo estado brasileiro que mais mata mulheres, com uma taxa de 8,3 homicídios para cada 100mil habitantes, a situação é ainda pior. O estado que amarga índices baixíssimos de IDH, também vem se destacando com os altos números de violência contra negros e negras, homossexuais e mulheres, amarga a existência de apenas três delegacias e uma casa abrigo

Não se pode falar de machismo sem relacioná-lo diretamente a pobreza e a exploração. As mulheres que hoje são mais da metade da humanidade e da classe trabalhadora, são as primeiras e principais vítimas da terceirização, do trabalho precarizado, dos empregos informais e assédio moral e sexual. Assim como, também são as mulheres da classe trabalhadora as que sentem na pele a falta de uma rede de saúde pública de qualidade, escolas e creches gratuitas, o caos do transporte pública e segurança brasileiros.

No pais da copa, onde milhões de reais foram investidos para este mega evento, pouquíssimo da riqueza é investida para atender as necessidades da população. Não existe de fato uma rede de apoio a mulheres vítimas de violência domestica, os hospitais e postos de saúde continuam sem pessoal suficiente e estrutura dignas, as crianças ainda ficam com tias e avós para que suas mães trabalhem, nos empregos as mulheres ainda são tratadas de maneira desigual, recebendo menos , sem que o as autoridades intervenham para acabar com os mesmos.

Por tudo isso, nesse 08 de Março, se faz necessário is as ruas cobrar políticas efetivas de combate a violência, cobrar condições dignas de vida e organizar as mulheres e homens para lutas contra o machismo e exploração. 

O Movimento Mulheres em Luta (MML) Alagoas, estará nesta sexta - feira (07/03) no centro de Maceió (em frente ao antigo Produban) realizando um ato contra violência sofrida pelas mulheres. Fazemos um chamando a todas e todas (homens e mulheres) para que compareçam para enfrentar e lutar contra o machismo e violência. Acesse aqui o evento do ato no FaceBook.

O programa do MML para o 8 de março:

· Chega de Estupros e Mortes! Basta de violência contra as mulheres!

· Pela ampliação e implementação da Lei Maria da Penha!

· Não ao Bolsa Estupro! Estuprador não é pai! Pelo arquivamento do PL 478/07!

· Educação sexual para não engravidar, anticoncepcionais gratuitos para não abortar e aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!

· Não ao turismo sexual! Contra o PL 4211/2012, que regulamenta a prostituição como profissão!

· Chega de violência e assédio contra as mulheres nos transportes públicos!

· Não ao aumento da tarifa! Passe Livre Já! 2% do PIB para o transporte já!

· Mais recursos para atendimento especializado à saúde da mulher!

· 10% do PIB para a Saúde Pública!

· Creches públicas, gratuitas, estatais e de qualidade!

· 10% do PIB para a Educação Pública Já!

· Todo apoio às ocupações sem teto pelo país!

· Mais investimento público para moradias populares!

· Salário Igual para Trabalho Igual!

· Pelo fim das terceirizações! Não ao PL 4330!

· Não ao pagamento das dívidas interna e externa!

· Basta de repressão! Contra a Lei antiterror!

· Por uma sociedade sem machismo e sem exploração! Por uma sociedade socialista!


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Contra um sindicato dos patrões vote Chapa 3 – “Resgatando a Dignidade”


No dia 29 de novembro, os Rodoviários de Alagoas irão às urnas para escolher a nova direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas (SINTTRO-AL). A CSP-Conlutas apoia a Chapa 3, “Resgatando a Dignidade”. 

Entendemos que os companheiros que compõem a Chapa 3 expressam uma mudança real nos caminhos que, até então, o SINTTRO/AL vem seguindo. Eles representam os interesses de todos os trabalhadores rodoviários, formando uma chapa que defenderá os trabalhadores e não, os patrões. 

Os trabalhadores da Chapa “Resgatando a Dignidade” são os que realmente têm se colocado em defesa de sua categoria. Eles participaram das mobilizações deste ano, denunciando a precarização do trabalho nos transporte, o arrocho salarial e as péssimas condições de trabalho. Essa realidade existe para que os donos das empresas tenham lucros cada vez maiores.


Votar na Chapa 3, além resgatar a dignidade dos trabalhadores rodoviários, significa, hoje, construir um sindicato autônomo, compromissado com os trabalhadores e sem nenhuma relação com patrões ou governos. Um sindicato que seja construído pela base dos trabalhadores que, diariamente, enfrentam  estradas e vias em péssimas condições, ônibus sucateados, insegurança e salários rebaixados. Significa fortalecer a luta contra as opressões, contra o assédio sofrido pelas companheiras rodoviárias.


Por isso, a CSP-Conlutas apoia a Chapa 3 e convida os trabalhadores rodoviários alagoanos a construírem um SINTTRO/AL dos trabalhadores, que seja de luta, capaz de enfrentar patrões e governos, e que tenha como compromisso a conquista de direitos para a categoria.


Assinam:

Central Sindical e Popular – Conlutas/Alagoas (CSP – Conlutas/AL)
Movimento Mulheres em Luta de Alagoas (MML/AL)
Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e do MPU em Alagoas (SINDJUS/AL)
Sindicato dos Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE)
Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (SINTIETFAL)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Comitê alagoano “O petróleo tem que ser nosso” será lançado amanhã (19/06)


Nacionalmente, têm sido criados comitês contra os leilões do petróleo brasileiro. Em Alagoas, o Comitê “O petróleo tem que ser nosso” será lançado nesta quinta-feira (19/09), com a perspectiva de organizar mobilizações no estado para cancelar os leilões. O evento acontecerá às 18h30, no auditório do Sindipetro AL/SE (Rua do Imperador, 389, Centro). Ocorrerá a exibição do filme “Ouro Negro”. E, em seguida, será realizado um debate sobre “Geopolítica do Petróleo”, com a participação do geólogo da Petrobrás e dirigente do Sindipetro AL/SE, Dalton Francisco dos Santos. Essa é uma iniciativa do Sindicato dos Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE), com o apoio da Central Sindical e Popular – Conlutas/Alagoas (CSP – Conlutas/AL) e da Federação Nacional de Petróleo (FNP).

A organização desses comitês foi impulsionada pelo anúncio da 12ª rodada de leilões do petróleo, prevista para o dia 21 de outubro. Dessa vez, governo Dilma (PT) venderá o Megacampo de Libra, na Bacia de Santos. Essa área de exploração petrolífera é considerada a maior descoberta da camada pré-sal brasileira, possuindo um valor estimado em R$ 3 trilhões. Porém, de acordo com o Instituto Latino-americano de Estudos Sócio-Econômicos (Ilaese), a expectativa é que o campo seja vendido por 0,1% de seu valor (R$ 3 bilhões). Os compradores são as famílias Rockefeller e Rothschild, donas das quatro maiores indústrias petroleiras do mundo.

 “Se toda a riqueza do petróleo brasileiro ficasse para o povo brasileiro e não para as multinacionais nesses leilões, nós poderíamos garantir 10% do PIB para a educação, 6% do PIB para a saúde, 2% do PIB para os transportes públicos. Ia garantir saúde, educação e transporte de forma pública, estatal e de qualidade para todo o povo. Estão deixando grande parte da riqueza ir pro estrangeiro. Não podemos permitir isso. Temos que garantir que toda a riqueza do petróleo seja usada para o bem e para o desenvolvimento do Brasil”, explica Nazareno Godeiro, coordenador do Ilaese.

Outro motivo para ser contra a venda é o aumento do preço dos combustíveis. De acordo com o Sindipetro AL/SE, o petróleo descoberto na camada pré-sal poderia baratear o preço do litro da gasolina vendida no Brasil. Calcula-se que o tanque de um automóvel que tem a capacidade de receber 45 litros seria cheio com menos de um real.

“Todos os movimentos sociais, as entidades estudantis e trabalhadoras devem se somar ao comitê. Cabe à população barrar esse ataque à soberania nacional”, convida Paulo Bob, dirigente da CSP – Conlutas/AL. O comitê espera realizar uma manifestação no dia 3 de outubro. Esse ato será organizado nacionalmente pela FNP e coincide com o aniversário de 60 anos da Petrobrás.

Serviço: Lançamento do Comitê “O petróleo tem que ser nosso de Alagoas”, na quinta-feira (16/09), às 18h30, no auditório do Sindipetro AL/SE (Rua do Imperador, 389, Centro). Será exibido o filme “Ouro Negro” e realizado um debate sobre “Geopolítica do Petróleo”, com a participação do geólogo da Petrobrás e dirigente do Sindipetro AL/SE, Dalton Francisco dos Santos.

EDITAL PARA CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL DA COORDENAÇÃO ESTADUAL DA CSP-CONLUTAS/AL