sexta-feira, 14 de junho de 2013

ATO MARCA EM MACEIÓ O DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS



Nesta quinta-feira (13/06) tivemos um importante ato contra o aumento das passagens de ônibus em Maceió. Cerca de 700 estudantes e trabalhadores foram às ruas do centro de Maceió para dizer que não tolerariam nenhum aumento e para lutar por um outro modelo de transporte urbano. Por um transporte verdadeiramente público, que seja gratuito e que garanta, com qualidade, a mobilidade urbana. Esse protesto foi parte do dia nacional de luta contra os aumentos nos transportes.

Parabenizamos a Anel-AL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre), por ter realizado o chamado deste ato em Maceió, e a todas as entidades e lutadores(as) que o construíram. Fizemos um ato pacífico e muito vitorioso. Isso pôde ser sentido durante o seu trajeto, quando os manifestantes eram constantemente cumprimentados pela população em sinal de apoio. 

Seguindo o exemplo de outras cidades (São Paulo, Rio Grande do Sul, Natal, Rio de Janeiro, Goiânia, Curitiba, etc), o movimento em Maceió coloca-se não somente contra os preços abusivos, os aumentos extorsivos e a péssima qualidade dos serviços. Exige, sobretudo, o direito ao transporte público de qualidade, o que implica em uma outra perspectiva de mobilidade urbana. O transporte urbano não pode ser tratado como mercadoria a serviço dos lucros dos empresários. Afinal, sem transporte urbano, o povo não tem acesso a nenhum direito, como saúde, educação, lazer, etc.

É preciso que o movimento continue organizado e se fortaleça para barrar mais esse aumento. Em reunião com o Tribunal de Justiça, a Transpal e a SMTT acordaram em “adiar” a proposta de aumento 1º para julho. Evidentemente, essa prorrogação é mais uma tentativa de desmobilizar o movimento para impor o aumento na surdina. Por isso, não devemos ter nenhum ilusão, temos que continuar a luta.

Fazemos um chamado a todas as entidades que ainda não se incorporaram a esta luta em defesa de um transporte público de qualidade em Maceió. Acreditamos que a CUT e a CTB devem se fazer presentes nas próximas atividades para fortalecer a unidade dos trabalhadores e estudantes.

Contra o aumento das passagens! Nenhum centavo a mais!
Passe-Livre Já!


Solidariedade aos presos políticos de São Paulo e Rio de Janeiro. 
Lutar é direito! Lutar não é crime!

Os atos massivos em São Paulo e Rio de Janeiro estão sofrendo grande repressão policial. As manifestações têm sofrido com a provocação da PM, que segue as passeatas jogando gás pimenta e realizando prisões arbitrárias. Ativistas que estão se manifestando de forma pacifica são detidos, enquanto uma pequena minoria parte para o confronto com a PM. Até jornalistas que cobrem os atos estão sendo presos. 

Para os detidos estão sendo estipuladas fianças de R$ 3.000,00 a R$ 20.000,00. E mais, vários são enquadrados nos crimes como: Danos Patrimoniais, Cárcere Privado e Formação de Quadrilha! Esses crimes são inafiançáveis e os presos estão sendo removidos para os presídios. Trata-se de uma política fascista de criminalização da luta.

Temos que iniciar uma grande campanha de solidariedade e exigir a libertação imediata de todos os presos políticos e o fim da repressão às manifestações!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

SINTUNEAL debaterá com Centrais, dia 12/06, às 9h na Uneal Arapiraca.


 
A ORGANIZAÇÃO SINDICAL DOS TÉCNICO ADMINISTRATIVOS DA UNEAL

A fundação do SINTUNEAL, ocorrida recentemente, foi um avanço significativo na organização da categoria. No próximo dia 12 de junho os técnicos da universidade irão debater os rumos da luta com o fim da greve e discutir a filiação à uma dessas centrais sindicais: Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), CUT (Central Única dos Trabalhadores) ou CTB (Central dos Trabalhadores Brasileiros).

É de extrema importância o papel do sindicato para unificar todos os trabalhadores do setor contra os ataques do Governo Téo Vilela, que tendem a aumentar. Porém, viemos por meio desta nota fazer um chamado a todos os técnicos da UNEAL a participar da discussão, que ocorrerá no dia 12 de junho, no campus Arapiraca, que irá discutir a filiação à uma central sindical.

Achamos importante que a categoria conheça a Central Sindical e Popular - CSP-Conlutas, que, fundada em 2010 (a partir da experiência anterior da Conlutas agregando-se a outras entiddes), constitui uma alternativa importante da classe trabalhadora à luta contra os ataques de seus governos.


APÓS O FIM DA GREVE, A LUTA CONTINUA NA UNEAL!


Após o retorno dos técnico-administrativos da UNEAL as atividades, no último dia 15 de maio, os servidores continuam em luta. A decisão foi fruto de uma decisão aprovada em assembléia no dia 9, em Arapiraca, que decidiu pelo retorno ao trabalho. Durante quatro meses os campi da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) estiveram paralisados. Estes meses foram marcados por uma movimentação que colocou em questão a política do atual governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) para a educação. Política esta de descaso com as pautas das categorias dos docentes, técnicos e estudantes; que desde o ano de 2007 estão tramitadas, porém sem a resposta do governo, que se recusou a atender muitas reivindicações do movimento.
 
Os técnicos da universidade mantiveram a greve durante mais tempo que as demais categorias, como os professores e uma parcela dos estudantes. Isso ocorreu porque muitas demandas e pautas desse funcionários não foram cumpridas, como o reajuste salarial. Por conta disso, a CSP-Conlutas Alagoas reafirmamos a necessidade desses trabalhadores continuarem a lutar pelas reivindicações ainda não cumpridas. Além de denunciar a política do PSDB, na figura do Governo do Estado, para a educação, que vem no sentido de tornar mais precárias as condições de trabalho da categoria.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO À SITUAÇÃO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFAL




Divulgamos abaixo a Nota Pública do Fórum de Defesa do SUS e de diversas entidades e organizações acerca da situação do HUPAA/UFAL que representa mais uma tentativa de impor a implementação da privatização através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).






NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO À SITUAÇÃO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFAL

A partir dos relatos de estudantes, servidores e usuários do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) da UFAL sobre o agravamento das condições de trabalho e de assistência à saúde, nas últimas semanas, caracterizando uma situação de caos instalada neste Hospital, o Fórum de Defesa do SUS e as entidades representadas nesse documento vêm tornar pública esta situação e solicitar aos órgãos competentes as providências cabíveis no sentido de reestabelecer a rotina de serviços e de condições de trabalho e de ensino no HUPAA.

A situação é de extrema gravidade, pois afeta diretamente aos 94% da população alagoana que depende exclusivamente do SUS em nosso Estado, e encontra no HUPAA muitas vezes a única possibilidade de atendimento médico e diagnóstico. O HUPAA é referência estadual e municipal em urgência obstétrica, atenção ambulatorial especializada e internação em média e alta complexidade. Entre os serviços ofertados, destacam-se Cirurgia Bariátrica (única referência pelo SUS no Estado), Videolaparoscopia, Cirurgia Ginecológica, Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) - responsável pelo atendimento de referência a pacientes com Câncer, Hospital Dia de Infectologia (SAE adulto e materno infantil), Nefrologia, Assistência Pré-Câncer do Colo Uterino, Neurocirurgia, Transplante de Córnea, Medicina Nuclear, entre outros.

A REDUÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE NO HUPAA/UFAL TEM PREJUDICADO AOS USUÁRIOS, TRABALHADORES E AO ENSINO:

Estudantes, técnicos e usuários vêm assistindo, nos últimos meses, uma frequente falta de materiais básicos e medicações, como: máscaras, luvas de procedimento, álcool, antitérmico, analgésico, anestésico, entre outros. Recentemente a falta desses materiais sofreu um agravo e tem levado o HU a reduzir os serviços oferecidos, fechando as portas para muitos usuários, com a suspensão de atendimento e internações em diversos setores, entre eles, Centro Cirúrgico, UTI, Clínica Médica, Clínica Cirúrgica (também a Neurológica) e Pediatria, inclusive, levando a suspensão de triagens e do cadastro de novos pacientes oncológicos nos programas do CACON. As neurocirurgias também não estão sendo realizadas, enquanto a demanda pelas mesmas aumenta e alguns usuários morrem na fila de espera pelas cirurgias. Devido a essa carência, há casos em que os pacientes estão sendo orientados a comprar os seus medicamentos e realizar exames em outras instituições, por vezes na rede privada,para tentar continuar com o seu tratamento. Essa situação é inaceitável!

Os trabalhadores e os estudantes do HUPAA sofrem as consequências e as pressões desses problemas.

São os trabalhadores do HU que lidam diretamente com os usuários e precisam informar a suspensão dos tratamentos, cirurgias, internamentos e procedimentos. Convivem cotidianamente com o sofrimento e frustação dos usuários ao terem o seu direito ao tratamento negado.

O HU é de extrema importância para a formação dos estudantes de saúde, tanto de estudantes da UFAL quanto da UNCISAL, mas essa formação se encontra impossibilitada devido à falta de admissões no hospital. O que o estudante vai aprender em um hospital vazio?

Os argumentos falaciosos que relacionam este caos para justificar a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) no HU não podem estar em jogo neste momento de crise. Primeiro, porque os funcionários terceirizados continuam trabalhando, não foram demitidos (resultado de acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho e a UFAL, homologado no dia 20 de novembro de 2012, pelo juiz da 10ª Vara do Trabalho de Maceió, Alonso Filho) e os profissionais do quadro concursados trabalham com escala de plantões extras (APH). Segundo, porque os recursos provenientes do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF-DECRETO Nº 7.082, DE 27 DE JANEIRO DE 2010) chegaram ao HUPAA, tanto que reformas foram realizadas e novos equipamentos foram adquiridos.

Então, por que, de repente, o HU está vivendo essa situação? A sociedade alagoana precisa saber!

O Fórum de Defesa do SUS e as entidades representadas nesse documento exigem que os direitos dos usuários do SUS sejam efetivados. Não somos coniventes com a redução dos serviços no HUPAA, deixando crianças, idosos, homens e mulheres condenados a morrer sem assistência à saúde.

Diante do exposto, o Fórum de Defesa do SUS e as entidades representadas nesse documento vêm solicitar aos órgãos competentes as providências cabíveis no sentido de reestabelecer a rotina de serviços e condições de trabalho e de ensino necessárias ao bom funcionamento deste hospital.

PELA REATIVAÇÃO DOS SERVIÇOS NO HU JÁ!

POR CONDIÇÕES DIGNAS DE TRABALHO E DE ENSINO!

O SUS é nosso ninguém tira da gente, direito garantido não se compra não se vende!



Fórum em defesa do SUS e contra a Privatização

Comando Unificado contra a EBSERH


Centro Acadêmico Sebastião da Hora (Medicina – UFAL)

Centro Acadêmico Rosa Luxemburgo (Serviço Social – UFAL)

Centro Acadêmico de Psicologia (UFAL)

Conselho Regional de Serviço Social / AL

CSP-Conlutas - AL

Espaço Socialista - AL

PCB - AL

PSTU – AL

Sindicato dos Trabalhadores da UFAL (SINTUFAL)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Confira a programação do XXII Congresso Regional do Sindipetro AL/SE


Fonte: http://sindipetroalse.org.br

A programação do XXII Congresso do Sindipetro AL/SE está pronta. O tema central das discussões é os leilões do petróleo, a situação atual da Petrobrás e a política de privatização do Governo Dilma.

Outros temas importantes também serão abordados, desde a previdência, a ampliação da Anistia, a Comissão da Verdade, Memória e Justiça, até assédio moral, violência e opressão contra as mulheres e terceirização.

No último dia ainda vai acontecer a assembleia para eleger os delegados do Sindipetro AL/SE que participarão do 7º Congresso da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), agendado para o dia 7 de julho de 2013, em São Sebastião, Estado de São Paulo.

Qualquer filiado ao sindicato tem direito a fazer inscrição para participar do congresso. Aqueles que ainda não são filiados, filie-se agora e se increva.

O sindicato vai garantir ônibus e hospedagem para os trabalhadores filiados inscritos. Os interessados em levar acompanhantes, entrar em contato com antecedência para fornecer nomes e número de RG.




Dia 30 de maio (QUINTA-FEIRA)

9 às 10 h - Abertura do Congresso e da Plenária, com as informações e as saudações aos presentes e informação da programação e apresentação da Comissão Organizadora do Congresso e do ILAESE;

10 às 19 h – XIV Plenária de Previdência, Petros e AMS.

10 às 11 h - Como está sendo usada nossa previdência; palestrante - Paulo Barella da CSP-CONLUTAS;

11 às 12 h - A participação da COBAP no cenário nacional; palestrante - Warley Martins, Presidente da COBAP;

12 às 13:30 h - A Divida brasileira e seus reflexos; palestrantes – Rodrigo Ávila, Representante da Auditoria da Dívida Cidadã e Cezar Britto, Presidente da Comissão Nacional de Relações Internacionais da OAB, foi Presidente da OAB Nacional, Escritor e lançará no Congresso seu último livro “Um Lugar Longe do Mundo, pela Editora Del Rey Ltda, 2012”

13:30 às 14 h – almoço no local

14 às 16 h – A PETROS atual; palestrantes – Conselheiros Eleitos, Agnelson Camilo, Paulo Brandão, Ronaldo Tedesco, Sílvio Sinedino. O Tedesco e Silvio farão apresentação do Livro “Governança Corporativa em Previdência Complementar: Faz Diferença?” de suas autorias;

16 às 18 h – AMS e a margem consignável e garantia do Plano como Direito dos trabalhadores, aposentados e pensionistas; palestrante – Dr. Adailton Batista, Gerente da Petrobrás da Gerência Executivo da AMS – Assistência Multidisciplinar de Saúde

18 às 19 h – Palestra sobre Aposentadoria Especial; palestrante – Robson de Jesus Santos, Diretor do Sindiquímica BA sugerido pelo Freitas e Paulo Bob;

19 às 20 h – jantar no local

Dia 31 de maio (SEXTA-FEIRA)

9 às 13 h - O Papel da Petrobrás, dos Leilões de Petróleo e dos Desinvestimentos na Economia e para os trabalhadores; palestrantes – Nazareno Godeiro e Dalton Francisco pelo ILAESE; Emanuel Cancela pelo Comitê da Campanha do Petróleo Tem que Ser Nosso! e Fernando Siqueira pela AEPET. Será feita uma saudação por familiares do Edson de Carvalho, autor do livro "Drama da descoberta do Petróleo Brasileiro” 

13 às 14 h – almoço no local;

14 às 15 h – Assédio e Opressão e Violência às Mulheres Trabalhadoras; palestrante – Érika Andreassy, do ILAESE;

15 às 17 h – Comissão de Anistia e Comissão da Verdade: Reparação e Punição; palestrantes: Américo Gomes, assessor da CSP-CONLUTAS, junto ao Grupo de Trabalho sobre perseguição ao movimento sindical na época da ditadura da Comissão Nacional da Verdade; Devys da Comissão da Verdade do Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe "Alan Brandão"; e Romildo Raposo anistiado politico e membro da Comissão de presos e perseguidos políticos da ex-Convergencia Socialista.

17 às 19 h - Painel sobre a Terceirização – Dr Aderson Bussinger, Dra Raquel Souza e Representante do MPT-AL; 

19 às 20 h - Assembleia de Prestação de Contas, Exercício 2013 do Sindipetro e da ABCP;

20 h – jantar no local

01 de junho (SÁBADO)

9 às 10 h – Palestra sobre CIPAS e atuação do Cipeiro; palestrante – Jorge Saldanha, Professor da UFBA e do ILAESE;

10 às 11 h - A luta pela Ampliação da Anistia, palestrante – Macia e Dr Aderson.

11 às 18h – Grupos de discussões - os participantes serão distribuídos em seis grupos para debater os temas previstos, levando em consideração as exposições, deliberando sobre as campanhas, as Pautas de reivindicações, planejamento da campanha, às mobilizações, materiais para campanha etc;

A participação será definida no momento da inscrição levando em consideração o setor e o interesse no tema desde que tenhamos uma distribuição proporcional nos grupos;

Cada grupo definirá na dinâmica se terá uma apresentação de até vinte minutos por parte da direção das propostas de resoluções;

I - Campanha Salarial e Reivindicatória do Sistema Petrobras;

II - Campanha Salarial e Reivindicatória dos Químicos e fertilizantes que também debaterá a Campanha em Defesa do LIFAL;

III - Saúde, SMES, CIPAS, Organização de Base;

IV - Campanha pela Aplicação da Anistia ampla e Irrestrita ampliação da Luta;

V - Campanha de Petróleo e combate a Terceirização; e

VI – Campanha Contra a Opressão, o Assédio Moral e Sexual e a Violência às Mulheres;

13 às 14 h – almoço no local;

14 às 18 h – Continuação dos trabalhos dos Grupos de debates

18 às 20 h – 19 às 20 h – Plenária sobre a Estatuinte do Sindipetro e da ABCP e sobre as Eleições do Sindipetro 2014, para gestão 2014/2017.

20 h – Jantar e Confraternização do Congresso

02 de junho (DOMINGO)

9 às 10 horas – Assembleia para Eleger os Representantes / Delegados do Sindipetro AL/SE que participarão da Assembleia de Ratificação da fundação da FNP-Federação Nacional dos Petroleiros, alteração do Estatuto e Eleição da Direção, Conselho Fiscal e Comissão de Ética, no dia 7 de julho de 2013, em São Sebastião, Estado de São Paulo; (assembleia convocada por Edital e pelo Informativo Ouro Negro)

10 às 14 horas – Assembleia da Plenária final do Congresso – para apreciação das resoluções que foram apresentadas nas palestras e nos grupos e que foram votadas, sobre as Eleições do Sindipetro para 2014; e Eleição da Delegação do Congresso da FNP.

Estado abandona complexo farmacêutico de Alagoas

Por Josiane Calado - Sindjus/AL
Fonte: http://www.sindjus-al.org.br


O Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal) está abandonado pelo Governo do Estado. Equipamentos e maquinários, que custaram milhões aos cofres públicos, estão parados desde agosto do ano passado.

Atualmente são cerca de 70 funcionários e 16 aposentados, no regime celetista, que estão em greve desde o dia 17 de maio, reivindicando direitos sociais e pagamento de salários atrasados. Eles estão sem receber a gratificação da cesta-básica há dez meses e vale transporte. Temem pelo futuro do Lifal.

Todos os dias, a partir das 7 horas, os trabalhadores se concentram em frente ao Laboratório, localizado no Conjunto Salvador Lira, em Maceió/AL, para os piquetes da greve. A maioria já possui mais de 20 anos de serviços prestados a empresa e estão perto da aposentadoria. No entanto, mais de dez deles, que completaram o tempo de contribuição previdenciária, continuam trabalhando porque o Lifal ‘não tem recursos’ para indenizá-los, ou seja, pagar seus direitos trabalhistas, como FGTS e INSS. “A direção diz que não tem como pagar a multa indenizatória”.

O dirigente do Sindipetro/AL Adauri Amaro (Dário) destaca a falta transparência. “Sabemos que foram liberados 500 mil reais em abril de aporte de capital, mas não sabemos como foram aplicados esses recursos. No orçamento do Estado, está previsto R$ 6 milhões, mas nada é feito pelo Lifal”, denuncia.

“É triste olhar o Lifal nessas condições com os matos crescendo, infiltrações nas paredes. Medicamentos fora da validade que viraram lixos e precisam ser incinerados. O laboratório apenas está funcionando como depósito de remédio que o Estado adquire de outros laboratórios, quando deveria estar produzindo”, revela, acrescentando que há muitos medicamentos vencidos armazenados irregularmente para serem incinerados.

Um dos problemas é a falta de gerenciamento por pessoas habilitadas. “Dificilmente, um diretor passa um ano à frente do órgão. Muitos assumem sem ter conhecimento do ramo, o que emperra o desenvolvimento do laboratório”, diz Dario. Segundo ele, o atual presidente do Lifal comparece ao órgão uma vez por semana e não conversa com os funcionários.

“Alagoas é o pior estado em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Possui um terço da população vivendo abaixo da linha da pobreza. "Deixar o laboratório nessas condições é um crime aos cidadãos que precisam desses medicamentos. O que falta é vontade política do Governo de Alagoas. Temos um prédio equipado", desabafa.

Produtos

O Lifal funciona em um complexo industrial com vários equipamentos e maquinários com valores que variam cada de 30 a 500 mil reais cada, entre eles, uma central de ar condicionado, máquinas de chiller, embristadeira, reatores de inox de até 3.200 litros, destilador, entre outros, que estão parados.

Desde 1990, que o laboratório estadual passa “por um processo de sucateamento, cuja finalidade é acelerar a privatização. No ano passado, funcionou um mês. Ele já atendeu os 102 municípios. “É importante ressaltar que o governo tem obrigação de garantir o funcionamento social do laboratório”, revela o dirigente.

Em época de produção em larga escala, abastecia as cidades com analgésico (Lifal Ácido Acetilsalicílico, Lifal dipirona), antianêmico, antibióticos (Lifal ampicilina, Lifal Eritromicina, Lifal Sulfametoxazol + Trimetoprima), antieméticos (Lifal Metoclopramida), anti-hipertensivos (Lifal Captopril, Lifal Propranolol), antiparasitários (Lifal Mebendazol, Lifal Metronidazol), anti-retrovirais (Lifal Nevirapina, Lifal Indinavir), broncodilatador (Lifal Salbutamol), diuréticos (Lifal Furosemida e Lifal Hidroclorotiazida).

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ato neste dia 14/05 contra os leilões do petróleo




Em todo o país está sendo organizado diversos atos contra essa política de privatização. Aqui em Alagoas, a CSP-Conlutas estará, junto com o Sindipetro-AL/SE realizando um ato neste dia 14/05, a partir das 7h, no Cais do Porto de Maceió. Convocamos todos(as) os(as) lutadores(as) a se somarem nesta luta contra mais essa privatização do Governo Dilma. Somem-se a campanha "O petróleo tem que ser nosso".


Para saber mais, leia o artigo abaixo.



De novo, Brasil vai ser leiloado




Fonte: http://sindipetroalse.org.br
O povo brasileiro fez um elevado investimento para a Petrobrás ter conhecimento geológico profundo das bacias sedimentares (paleozóicas/mesozóicas e cretáceas/terciárias) do Brasil. Essa preparação foi o que possibilitou a descoberta dos campos gigantes no pré sal e pós sal ultra profundo.
No entanto, em 1997 FHC (PSDB) quebrou o monopólio estatal do petróleo do Brasil e criou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) através da Lei nº 9.478. A ANP absorveu a função de regular, contratar e fiscalizar todas as atividades do setor, desde a exploração, ao refino, passando pelo processamento, transporte, até a distribuição e o comércio.
Dessa forma o governo acelerou o processo de privatização da Petrobrás e desenvolveu absurdamente a terceirização dos serviços no setor petróleo. Através da ANP Fernando Henrique entregou 29% do pré sal ultra profundo da bacia de Santos às multinacionais, sob modelo de regime de concessão.
Governo Lula foi ainda mais longe
Além de manter as concessões dadas por FHC às multinacionais, Lula (PT) criou o modelo de regime de partilha. Assim, entregou 71% do petróleo do pré sal ultra profundo para as Big Oil. Ou seja, a Petrobrás é a operadora com participação de apenas 30%.
Lula ainda desenvolveu o Fundo Social do petróleo do Brasil. Apesar do nome, com esse fundo o governo faz aplicações financeiras, preferencialmente estrangeiras. Nas áreas sociais investe apenas parte do rendimento dessas aplicações.
Agora chegou a vez de Dilma
A presidente Dilma (PT) deu continuidade a essa política e agora pretende entregar 166 blocos exploratórios do pós sal (água rasa e profunda), desde a bacia sedimentar da Foz do Amazonas até a bacia do Espírito santos.
Ainda tem mais 123 blocos em terra, muitos deles nas proximidades de campos produtores de petróleo classificados como maduros pela ANP. Toda a porção ainda para explorar, principalmente de gás natural da bacia de Tucano Sul e da bacia do Parnaíba está também posta no balcão de vendas.
Na bacia de Sergipe e Alagoas uma enorme área entre Porto Calvo e Passo do Camaragipe e a norte do campo de Tabuleiro dos Martins que já pertence à Petrosinergy, vai ser leiloada. O que de fato sobra da entrega do petróleo do Brasil é a política compensatória feita através de royalties e participações especiais.
Esse é o método ilusionista preparado pelo governo do PT para alimentar a falsa esperança de melhoria de distribuição de renda na mente do povo brasileiro. A disputa pelos royalties e participações especiais, compensação ofertada pelas multinacionais, é o cala boca (na verdade propinas) para governantes e parlamentares do país que ficam como avestruzes. Enquanto isso a imensa maioria do povo brasileiro vai continuar a ver navios e o meio ambiente degradado por completo.
Com o avançado processo de terceirização na Petrobrás, por exemplo, inúmeras empresas se fixaram em Sergipe, mas nenhuma melhoria de qualidade de vida elas trouxeram para os trabalhadores. Isso pode ser constatado cotidianamente nas cidades do vale do Cotinguiba, onde estão situados os campos de petróleo de Carmópolis, Siririzinho e Riachuelo, que ainda pertencem à Petrobrás. Os trabalhadores têm ficado até três meses sem receber salários. Imagine como ficará quando imperar somente as pequenas empresas nacionais e as multinacionais.
Todos por uma Petrobrás 100% estatal
Desde FHC, passando por Lula e chegando a Dilma, o governo brasileiro permanece subordinado as multinacionais dos países imperialistas, que exigem a entrega do petróleo da União, a privatização da Petrobrás e o estabelecimento da terceirização. Por isso que Dilma hoje contradiz o discurso da campanha eleitoral e continua a privatização.
A luta do povo brasileiro deve ir no sentido contrário. Precisamos nos mover para defender o petróleo brasileiro e uma Petrobrás 100% Estatal, sob o controle dos trabalhadores.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Primeiro de Maio Classista reúne mais de 4000 trabalhadores na orla de Maceió

Os trabalhadores alagoanos foram às ruas denunciar o descaso do governo com a Educação, Saúde e Segurança Pública
 
Mesmo em baixo de chuva, mais de 4000 trabalhadores e estudantes reuniram-se neste dia do trabalhador na orla de Maceió em protesto contra o descaso do governo estadual de Alagoas com as áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. O protesto fez parte da Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas, e contou com a presença da CSP Conlutas, de dezenas de entidades e centrais sindicais, movimentos populares e de diversas entidades estudantis. 

 
Os trabalhadores foram às ruas para denunciar o descaso do governo do Estado com as áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. Segundo Paulo Bob, do Sindipetro AL/SE, este primeiro de maio de unidade contra o governo Téo Vilela foi muito importante, o povo de Maceió veio às ruas por não aguentar mais os sucessivos ataques e descasos do governo estadual e federal. “Esse é um governo dos usineiros, e, por isso, o estado vive neste caos. Não tem dinheiro para educação, saúde, servidores públicos e etc, porque Téo privilegia a oligarquia sucroalcooleira da qual faz parte. Mas os problemas de Alagoas não se resumem a Téo Vilela e PSDB. A CUT e a CTB não podem continuar fingindo que o governo federal, o governo de Dilma e do PT, não tem nada com isso. Assim como faz o Téo, Dilma tem injetado dinheiro no agronegócio, oferecido pacotes de ajuda aos usineiros, enquanto isso, a reforma agrária encontra-se parada e os preços dos alimentos sobem”, afirmou.
 
Lylia Rojas, da oposição do SINDPREV, lembrou a situação calamitosa que vive os trabalhadores alagoanos, principalmente no setor de segurança. “Hoje Alagoas é cobaia do plano Brasil Mais Seguro que, na prática, só tem servido para matar a juventude negra e pobre. Esta não é a solução para a violência no estado. É preciso cobrar do governo Federal e Estadual uma política de segurança que esteja a favor da classe trabalhadora”, ressaltou.
 
Além da precarização e da falta de investimento nos setores básicos, os governos de Téo e Dilma tem estado de mãos dadas na política para privatizar cada vez mais o setores públicos, principalmente na saúde com as Organizações Sociais. Para Davi Menezes, oposição do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos da UFAL, O PSDB é mestre em privatizações e o Téo tem aplicado todo o seu repertório em Alagoas, mas, a Dilma, apesar do discurso, não tem feito diferente. “Agora mesmo, está entregando os Hospitais Universitários para ser geridos por uma empresa de caráter privado. O HU que hoje é referência em Alagoas e até então é 100% SUS, está sendo entregue aos planos privados de saúde. O governo Dilma também privatiza em outras áreas, como no caso dos aeroportos, dos estádios da Copa, dos leilões do petróleo”, ressaltou.
 
Davi Menezes lembrou ainda que no ano passado os servidores federais fizeram uma greve história contra a precarização do trabalho e dos serviços e contra o arrocho salarial imposto. ”As mesmas lutas que travam os servidores estaduais de Alagoas são as travadas pelos servidores federais. Téo e Dilma também estão juntos nos ataques aos servidores públicos. Assim como Téo só tem dinheiro para os usineiros, Dilma também só tem dinheiro para os grandes empresários, para as empreiteiras, para os banqueiros e para o agronegócio, e se recusa a investir 10% do PIB para educação publica e 6% para saúde”.
 
É evidente que não é possível derrotar Téo sem também derrotar a política de Dilma, ambos governam para os patrões. A CUT e a CTB, bem como partidos como o PT e o PCdoB, só lutam contra o PSDB em Alagoas, mas se calam perante o governo Dilma do PT porque estão comprometidos com ele.
 
Nós da CSP-Conlutas somos independentes dos patrões e de todos os governos. Não estamos amarrados ao governo Dilma e por isso denunciamos sua política econômica que tem sido nefasta para os trabalhadores. Entendemos que para defender Alagoas é preciso combater o Téo Vilela e denunciar as políticas do Governo Federal do PT que prejudicam os trabalhadores.
 
Confira a galeria de fotos!!!